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Luiz Soller & Silvia Soller

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Labrador – Retriever do Labrador

 

O Labrador Retriever, ou simplesmente Labrador, é originário de Newfoundland, na costa oriental do Canadá, e era usado pelos pescadores para puxar as redes para a terra. De lá, foi em seguida levado para a Inglaterra por volta de 1830, e por causa de seu excelente faro, foi considerado excelente como cão de caca. Atua em dupla com o homem durante as caçadas, esperando o dono atirar na ave para depois ir buscá-la com rapidez e entregando-a intacta. Para cumprir sua tarefa o Labrador é capaz de enfrentar qualquer tipo de obstáculo, seja na terra ou na água, onde por ser um excelente nadador, sai-se muito bem.

 

A popularidade do cão Labrador vem crescendo enormemente devido as suas qualidades como cão carinhoso e extremamente amigo das crianças. Há muitos anos considera-se o Labrador o cão número 1 em registros nos EUA e na Inglaterra. O padrão da raça contém 3 tons de pelagem: o preto, amarelo e chocolate, sendo curta e espessa e requerendo poucos cuidados especiais por parte dos donos. Dedicação e apego são marcas registradas da raça, assim como a inteligência e a facilidade de aprendizado.

 

Deve ser acostumado à guia desde cedo e, se possível, passar por treinamento de obediência. Costuma latir pouco e na maioria das vezes não estranha nem mesmo pessoas diferentes, sendo por isso pouco recomendável como cão de guarda.

 

Golden Retriever

 

O Golden Retriever que conhecemos hoje foi criado a partir do cruzamento de diversas raças, entre elas, o Flat-Coasted Retriever, o Tweed Water Spaiel (raça já extinta), Setter Irlandês e do Bloodhound. Essa enorme mistura aconteceu porque se procurava um cão de porte médio, com faro apurado e que auxiliasse seu dono nas caçadas, buscando os animais abatidos tanto na terra como na água, inteligente, obediente, fácil de treinar, e calmo.

 

Atualmente assim como o Labrador Retriever, essa raça vem sendo muito utilizada como guia para cegos, na terapia com deficientes físicos e mentais, pela polícia para farejar drogas ou ainda atuando no resgate de sobreviventes em desastres. O Golden Retriever também atua como ótimo terapeuta na recuperação de doentes em hospitais, principalmente crianças e idosos.

 

Como cão de companhia, se mantém sempre junto dos familiares em casa, mas está sempre disposto a atividades. Adora longos passeios, além de ser excelente nadador. É inteligente, de treinamento muito fácil, além de conviver muito bem com crianças, pois é brincalhão e afável. Além disso, se dá muito bem com outros cães e até mesmo com gatos.

 

É um cão de porte grande, robusto, que necessita de exercícios físicos diários, mas que se adapta bem a locais pequenos. Hoje inclusive é muito comum vê-lo em apartamentos, devido ao seu temperamento tranqüilo.

 

 

Displasia Coxo-femoral: O que é isso?

 

A displasia coxo-femoral é a doença ortopédica hereditária mais comum nos cães. Ela pode surgir em qualquer raça, mas é mais comum nas raças grandes ou gigantes, como Rottweillers, Pastores e Filas, e principalmente em animais que tem um crescimento muito rápido.

 

Esta doença se caracteriza pela má formação da articulação coxo-femoral, ou seja, a inserção do membro traseiro na cintura pélvica. Os primeiros sintomas aparecem principalmente por volta dos 4 aos 7 meses de vida, quando o animal afetado começa a mancar e sentir dor quando anda, principalmente nos pisos mais escorregadios. Devido a dificuldade para andar, o cão pode não mexer o membro e o músculo pode atrofiar.

 

A displasia coxo-femoral é geneticamente recessiva, por isso tanto o macho quanto a fêmea precisam ter a doença, ou pelo menos o gen para que os filhotes também tenham. Um cachorro que tem displasia coxo-femoral pode viver uma vida normal, mas não deve ser utilizado para reprodução. Mesmo se um filhote é normal, mas seus pais são doentes, não se deve utilizá-lo para reprodução, pois seus filhos podem ter problemas.

Existem diversas categorias de displasia coxo-femoral, de acordo com a gravidade. Abaixo temos um quadro com estas categorias:

 

Categorias de Displasia Coxo-femoral

• HD - (Categoria A): animal sem displasia

• HD +/- (Categoria B): articulação quase normal

• HD + (Categoria C): displasia leve

• HD ++ (Categoria D): displasia moderada

• HD +++ (Categoria E): displasia severa

 

Para se obter um laudo conclusivo este exame é feito no animal com 12 meses de idade. Nas raças gigantes, como o Dogue Alemão, São Bernardo, Mastiff e Mastin Napolitano, este exame deve ser feito com 18 meses. Nestes animais em que a tendência à displasia é grande podemos realizar exames preliminares a partir dos 7 meses de idade, para que o veterinário possa controlar a doença, impedindo que o cão sinta muita dor.

Quando a fêmea tem displasia, ou as chances do filhote ter são grandes, podemos tomar alguns cuidados, para que o quadro não se agrave:

 

• Não deixar o filhote em pisos escorregadios;

• Colocar a fêmea e os filhotes num piso mais áspero, ou em placas de madeira, para que eles não escorreguem.

• Exercitar o filhote a partir dos 3 meses de idade, mas sem exageros. A natação é recomendada, pois exercita a musculatura sem forçar a articulação.

• Evitar que o animal fique muito gordo.

 

O importante é ter consciência e cuidar dos animais desde pequenos para prevenir problemas como esse. Na hora de comprar um filhote, principalmente das raças mais sujeitas, peça ao proprietário que apresente o certificado de displasia dos pais, para garantir que seu filhote não tenha este problema. E caso você já tenha um cão em casa, procure seu veterinário para realizar este exame tão simples e evitar que a doença se espalhe.